sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

As 7 Ferramentas da Qualidade – Mais 1 de 7 ferramentas - 7/7 (Final)



Olá amigos e leitores do Blog Engenharia de Manutenção no Brasil! Hoje concluiremos o tema “As 7 Ferramentas da Qualidade” com o detalhamento da última ferramenta, o Gráfico de Controle. Peço desculpas pela demora na publicação, mas alguns probleminhas de saúde têm atrapalhado bastante esta atividade. Espero que gostem da conclusão. Boa Leitura!


07 – Gráfico de Controle:

O Gráfico de Controle é normalmente utilizado para acompanhamento de uma variável de processo ao longo de um determinado tempo e de seus limites estatísticos de variação, tendo como principal objetivo, a identificação da chamada “normalidade de processo”, ou seja, variações dentro dos limites esperados de produtividade ou rendimento.

Muito utilizado no controle de qualidade de uma cadeia produtiva em série, onde são produzidos itens com mesmas características, pesos, medidas, etc., por exemplo, nas indústrias alimentícia e farmacêutica. Também é utilizado na área de serviços para medição de atividades ou serviços padronizados, por exemplo, substituição de ferramenta em linha produtiva (“SETUP”) ou coleta de dados preditivos em um oscilador de lingotamento.

O estabelecimento dos Limites Superior e Inferior de Controle (LSC e LIC) permite ao gestor uma identificação ágil e objetiva para o auxílio em decisões que possam impactar o processo, evidenciando e possibilitando o controle da variabilidade e do grau de não conformidade do mesmo.

Para um melhor entendimento e detalhamento desta ferramenta vamos trabalhar no exemplo a seguir.

Uma determinada empresa de precisa identificar se o processo de atendimento da equipe de manutenção às ordens abertas pela produção tem ocorrido dentro dos parâmetros especificados pelos gestores. Para isso, realiza um estudo utilizando o Gráfico de Controle para identificar os possíveis desvios em cada uma das quatro equipes de atendimento.
Deseja-se conhecer o tempo que as equipes levam para atender às solicitações de manutenção, desde a abertura da nota até a liberação para execução da manutenção.

Passo 1 – Retirar amostra n de atendimentos;
Passo 2 – Calcule a média do tempo de atendimento da primeira amostra por meio da fórmula:
Ẋ = X1 + X2 + X3 + ... Xn / n
Passo 3 – Calcule a Amplitude R, que seria o maior tempo menos o menor tempo observado da primeira amostra;
Passo 4 – Retire outras amostras até completar k amostras (valor normalmente entre 20 a 25 amostras com 4 a 6 observações)

No exemplo:
Seriam 4 Amostras com 6 observações de tempo:

Os valores de Média e Amplitude de cada uma das amostras, em valores aproximados:

 Passo 5 – Traçar o gráfico. No eixo das abscissas coloque o número das amostras e no eixo das ordenadas, faça a escala para as médias Ẋ;



Passo 6 – Calcule a Média das Médias (Ẍ = Ẋ 1 + Ẋ 2 + Ẋ 3 + ... Ẋ n / k), no exemplo:
Ẍ = (21+26+22+24+22) / 5 = 23




Passo7 – Calcule os Limites de Controle Superior e Inferior:

Limite de Controle Superior – LCS = Ẍ + A2
Limite de Controle Inferior – LCI = Ẍ - A2

Onde é a média das Amplitudes (Ṙ = R 1 + R 2 + R 3 + ... R n / k), logo Ṙ = (7+8+12+11+13) / 5 = 10, e o valor de A2 é tabelado:
 No exemplo, como foram 6 observações por amostra, então n=6:
Limite Superior de Controle – LSC = 23 + (0,483)(10) = 27,8
Limite Inferior de Controle – LIC = 23 - (0,483)(10) = 18,2


Nota-se então que o Processo analisado está SOB CONTROLE, por estar dentro dos Limites Superior e Inferior de Controle.

Para traçar o gráfico Ẋ - Ṙ, siga o mesmo procedimento, mas agora a escala será para as Amplitudes R, a linha central será a média das Amplitudes (Ṙ) e os limites serão os seguintes:
 Limite de Controle Superior – LCS = D4
Limite de Controle Inferior – LCI = D3

O resultado no exemplo será:


 Uma importante utilização do Gráfico de Controle é o chamado Gráfico de Controle np, para análise do número de peças com defeito.
O procedimento é exatamente o mesmo que os anteriores, mas alguns detalhes fazem toda a diferença.
Agora será analisada a Proporção Média de peças com defeito, e não simplesmente a média. Para isso, ao invés de Ẋ, é preciso calcular o :
Ṗ = d1 + d2 + d3 + ... dn / nr, onde d=número de peças defeituosas, n=tamanho da amostra e r=número de amostras
Os limites também serão alterados para:
 Limite de Controle Superior – LCS = nṖ + 3 √[nṖ(1- Ṗ)]
Limite de Controle Inferior – LCI = nṖ - 3 √[nṖ(1- Ṗ)]

Outra importante utilização é o chamado Gráfico de Controle C, para análise do número de defeitos em peças.
Neste gráfico tome n peças, calcule o Número Médio de defeito por peça, com a seguinte fórmula: Ċ = Total de defeitos nas n peças / n.
Em seguida calcule os limites superior e inferior:
Limite de Controle Superior – LCS = Ċ + 3Ċ
Limite de Controle Inferior – LCI = Ċ - 3Ċ

Obs.: Para o caso em que LIC for negativo, utilize LIC=0.

Existe uma diferença importante entre os dados obtidos e calculados para obtenção dos diferentes Gráficos de Controle e as Especificações determinadas para qualquer processo que se deseja controlar. A princípio, as especificações são obtidas antes da análise, por isso, é importante acrescentar também no gráfico desenvolvido as retas de especificação com os respectivos limites inferior e superior, para saber se apesar de SOB CONTROLE, o processo está dentro das especificações.

Concluímos assim o tema As 7 Ferramentas da Qualidade, espero que tenham gostado do material. Na próxima semana publicaremos o link com o arquivo único compilado com todas as publicações e a respectiva bibliografia.
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